
Como ainda não tinha um computador, Eduardo resolveu criar galinhas para vender, e com muita persistência conseguiu juntar dinheiro e comprar um notebook. Somente assim foi possível participar do projeto.
Os participantes recebem pacotes de imagens captadas pelo Telescópio da Universidade do Hawaii, nos Estados Unidos. Utilizando o software Astrometrica, os cientistas cidadãos conseguem detectar preliminarmente os asteroides, enviando relatórios para a NASA. A confirmação vem após um longo processo de avaliação, que pode durar de seis a oito anos. Se confirmado, a pessoa que fez a descoberta pode nomear os asteroides como desejar.
“Os nomes dos 2 asteroides que detectei serão colocados em homenagem aos meus 2 bisavôs falecidos: Benedito Jerônimo e Manoel Lopes. Assim, eternizando o nome dos meus entes queridos no universo, pois acredito que uma pessoa só morre de fato quando deixam de lembrar dela com admiração, amor e carinho e param de citar seu nome” disse Eduardo.
A Nasa ainda estuda a órbita do asteroide para identificar a dimensão do objeto e se há possibilidade de colisão com o nosso planeta, embora essa possibilidade felizmente seja remota.
SOBRE O PROJETO
O Projeto Caça Asteroides no Brasil conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência vinculada ao MCTI, e do Instituto Brasileiro de Informações em Ciência e Tecnologia (IBICT), unidade de pesquisa vinculada ao MCTI. Os participantes recebem um certificado do IASC (International Astronomical Search Collaboration), o programa na Nasa que conta com a cooperação de várias nações do mundo para novas descobertas astronômicas.





