
As novas regras que passaram a valer este ano para o abono salarial PIS/Pasep começaram a mostrar efeito no Ceará. A principal mudança está no critério que define quem pode receber o benefício: em vez de continuar ligado ao salário mínimo, o limite de renda agora é ajustado apenas pela inflação, o que tende a reduzir, ao longo do tempo, o número de trabalhadores elegíveis.
No Ceará, esse impacto já apareceu no número de pessoas com direito ao abono em 2026. Foram registrados 1.009.118 trabalhadores aptos a receber o benefício, cerca de 8,2 mil a menos do que em 2025 — uma queda de aproximadamente 0,8%. Isso acontece porque o limite de renda antes acompanhava os aumentos do salário mínimo. Agora, como só é corrigido pela inflação, o teto acaba ficando “menor” na comparação com o crescimento real do mínimo.
Especialistas explicam que, como o salário mínimo costuma subir acima da inflação, esse novo modelo gradualmente exclui mais pessoas do grupo de beneficiários. A previsão é que, até meados da década de 2030, o abono seja restrito a quem recebe em média até cerca de um salário mínimo e meio.
O valor do abono em 2026 continua variando conforme o número de meses trabalhados no ano-base, indo de R$ 136 até R$ 1.621, e quem quer saber se tem direito pode consultar essa informação pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital ou no portal Gov.br. O pagamento é feito pela Caixa Econômica Federal ou pelo Banco do Brasil, preferencialmente por crédito em conta, ou em canais de saque físicos e digitais.





