
O Ceará registrou um total de 673 atendimentos devido a picadas de aranha entre 2023 e junho de 2024, conforme dados da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). Somente em 2024, houve 254 acidentes com esses aracnídeos, com a faixa etária mais atingida sendo a de 20 a 29 anos. Felizmente, não houve nenhuma morte registrada.
Comparando os dados do primeiro semestre de 2023 e 2024, observa-se um aumento significativo nos casos de picadas de aranha. Em 2023, foram registrados 204 acidentes, sendo maio o mês com maior incidência, somando 59 ocorrências. Já em 2024, o número subiu para 243, com um aumento de 39 casos, destacando-se abril como o mês mais crítico.
Sintomas Variados Conforme a Espécie
Latrodectus (Viúvas-Negras)
- Sintomas: Dor irradiante, calafrios, sudorese, tremores, contraturas, rigidez, câimbras, febre, salivação, sede, náuseas, vômitos, hipertensão, excitação psicomotora, taquicardia, arritmia cardíaca, choque cardiogênico, anúria e priapismo.
Loxosceles (Aranhas-Marrom)
- Sintomas: Feridas necróticas, febre, fadiga, cefaleia, vômitos, insuficiência renal, hemólise intravascular.
Phoneutria (Armadeira)
- Sintomas: Dor local irradiada, edema, eritema, parestesia (queimação, dormência, coceira), sudorese, priapismo, hipotermia, taquipneia, visão turva, palidez, cianose, fasciculação muscular, vômitos, arritmia cardíaca, taquicardia, variação da pressão arterial e, em casos graves, morte.
Recomendações da Sesa
A Sesa alerta que, em caso de picada por aranha, é crucial procurar assistência médica imediatamente, mesmo que a dor não seja intensa. Para facilitar a identificação da espécie, recomenda-se capturar o animal, tirar uma foto ou memorizar sua aparência. Medidas como sucção do veneno, corte ou queima do local da picada são desaconselhadas, pois podem piorar a situação. O uso de torniquete também é contraindicado, podendo levar à gangrena ou necrose.
“A identificação rápida e correta da aranha pode ser crucial para o tratamento adequado. Portanto, ao ser picado, evite medidas caseiras e busque ajuda médica o mais rápido possível,” enfatiza o boletim epidemiológico da Sesa.





