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Remoção de vesícula, hérnia e útero lideram fila de cirurgias eletivas no Ceará


De acordo com informações fornecidas pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), o estado enfrenta uma preocupante lista de espera para cirurgias eletivas, com um total de 44.996 pessoas aguardando por procedimentos não urgentes, mas de diferentes complexidades. Alguns pacientes chegam a esperar por essas cirurgias por um período de 5 anos ou mais, dependendo da complexidade e dos recursos disponíveis. Os casos mais comuns nessa lista de espera são a remoção de vesícula, hérnia inguinal e útero.

A demora na realização desses procedimentos tem um impacto significativo na vida dos pacientes, afetando sua rotina, convivendo com a dor, a incerteza do atendimento e os prejuízos psicológicos. Em abril deste ano, o Ministério da Saúde aprovou o Plano Estadual de Redução das Filas do Ceará, que estimou cerca de 41.105 pacientes aguardando atendimento. Para lidar com essa situação, o Governo Federal disponibilizou um aporte de R$ 25,9 milhões, com o objetivo de atender a 15.900 pessoas em um período de 12 meses, enquanto o restante ficará a cargo do Estado, que ainda não estabeleceu um prazo definido para o atendimento.

Embora exista uma divisão de responsabilidades nesse processo, a lista de espera é única e os critérios para sua organização incluem a ordem cronológica, a gravidade dos casos e as situações em que a intervenção judicial é necessária para priorizar certos pacientes. No Ceará, há 55 unidades responsáveis pelo agendamento, autorização e realização das cirurgias, distribuídas entre os municípios. As principais demandas nessa lista incluem a remoção da vesícula, com 8.896 pacientes aguardando, seguida pela hérnia, com 2.113 casos, e remoção de útero, com 1.737 pessoas na fila.

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