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Número significativo de cearenses ainda enfrenta o desafio do analfabetismo


De acordo com dados recentes divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 892 mil cearenses com 15 anos de idade ou mais eram considerados analfabetos em 2022. Embora o índice tenha apresentado uma redução de 2,3% nos últimos anos, o estado ainda enfrenta o desafio de ter o segundo maior número de pessoas não letradas em toda a região Nordeste.

A pesquisa revelou que aproximadamente 12% da população cearense de jovens, adultos e idosos não possuem conhecimentos básicos de leitura e escrita. Esse índice coloca o Ceará como o quinto estado brasileiro com a maior taxa de analfabetismo.

Confira a classificação por estados no Nordeste:

1. Piauí: 14,8%
2. Alagoas: 14,4%
3. Paraíba: 13,6%
4. Maranhão: 12,1%
5. Ceará: 12%

Comparativamente, a pesquisa aponta que o índice de pessoas não letradas no Nordeste é quatro vezes maior do que o do Sudeste.

Os dados revelam que a alfabetização apresenta maiores desafios para os idosos. Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, “quanto mais velho o grupo populacional, maior a proporção de analfabetos. Isso indica que as gerações mais jovens estão tendo maior acesso à educação e estão sendo alfabetizadas ainda na infância, enquanto uma parcela significativa de pessoas idosas não teve acesso à alfabetização em sua juventude, permanecendo analfabetas na vida adulta”.

Além disso, o estudo revela que o acesso à educação é ainda mais restrito para mulheres pretas. A taxa de analfabetismo entre pretos e pardos é duas vezes maior do que entre brancos, evidenciando desigualdades e desafios específicos que precisam ser enfrentados.

Diante desses números, é crucial investir em políticas públicas efetivas que promovam a educação inclusiva e o combate ao analfabetismo, garantindo oportunidades de aprendizado e desenvolvimento para todos os cidadãos cearenses. A conscientização, a mobilização social e o apoio contínuo são essenciais para superar esse desafio e construir um futuro mais igualitário e educacionalmente avançado para o estado do Ceará.

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