
O padre João Jesuíno, da Paróquia de Santa Maria Madalena, está sendo acusado de intolerância religiosa após declarações feitas durante uma missa realizada no último dia 3 de maio, no município de Catunda. Segundo relatos de populares que participaram da celebração, o sacerdote teria afirmado que uma psicóloga da cidade estaria “levando pessoas para terreiro de macumba”. Pessoas presentes na missa confirmaram a fala, que desde então vem gerando forte repercussão no município e nas redes sociais.
Diante do caso, representantes da Umbanda em Nova Russas e Catunda divulgaram uma nota de repúdio que rapidamente ganhou ampla circulação. O documento foi assinado pela TENDA ESPÍRITA DE UMBANDA CABOCLO AYMORÉ e pela TENDA ESPÍRITA DE UMBANDA CABOCLO PEDRA PRETA.
Na manifestação, as entidades classificam a declaração do padre como preconceituosa e ofensiva às religiões de matriz africana. Segundo os terreiros, a fala não atingiu apenas a profissional citada, mas também toda a comunidade umbandista e praticantes de outras religiões afro-brasileiras.
A nota destaca ainda que a Constituição Federal assegura a liberdade religiosa e reforça que práticas discriminatórias motivadas por crença podem configurar crime. As lideranças religiosas também criticam o uso da influência religiosa para constranger ou descredibilizar pessoas por conta de sua espiritualidade.
Além de repudiar o episódio, as entidades cobram uma retratação pública diante da comunidade umbandista e da população catundense. “Intolerância religiosa é violência”, afirma um trecho da nota compartilhada nas redes sociais.
A repercussão do caso dividiu opiniões entre moradores e internautas, reacendendo discussões sobre respeito à diversidade religiosa e os limites do discurso dentro dos espaços de fé.
Até o momento, não houve posicionamento público oficial da paróquia sobre as acusações apresentadas pelas entidades religiosas.





