
A atualização da tabela da Contribuição de Iluminação Pública (CIP) em Fortaleza, válida a partir de 2026, reacendeu discussões sobre o impacto da taxa na conta de energia dos consumidores. Embora o reajuste tenha elevado as alíquotas para quem apresenta maior consumo, a capital cearense passou a adotar um modelo considerado mais equilibrado quando comparado à realidade de municípios do Interior, como Ararendá.
Na capital, a nova estrutura prioriza a progressividade da cobrança. Consumidores que utilizam até 150 kWh mensais ficaram isentos ou tiveram redução na taxa, enquanto os reajustes mais significativos foram direcionados às faixas intermediárias e mais altas de consumo. A proposta busca aliviar o peso da contribuição sobre famílias de menor renda, concentrando a cobrança em quem consome mais energia.
Em Ararendá, no entanto, os percentuais seguem bem acima dos praticados em Fortaleza na maior parte das categorias. Um exemplo claro está na faixa de consumo entre 201 e 250 kWh: enquanto na capital a alíquota é de 5,72%, no município do Interior o percentual chega a 9%, o que representa uma cobrança cerca de 57% superior para o consumidor local.
A exceção ocorre apenas entre os grandes consumidores, com uso acima de 1.000 kWh por mês. Nesse caso, Fortaleza aplica uma taxa mais elevada, chegando a 47,66%, frente aos 35% cobrados em Ararendá. Fora esse cenário específico, a população ararendaense continua arcando com uma contribuição mais pesada.
A comparação evidencia que o debate sobre a CIP não se limita aos reajustes anunciados na capital. Ela expõe, sobretudo, a disparidade na forma como a taxa é aplicada em municípios menores, onde o impacto tende a ser mais significativo para o consumidor comum, reforçando a necessidade de revisão e maior equilíbrio na cobrança.





