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Ceará tem alta de 51,3% em habilitações para motos e ocupa 8º lugar no ranking nacional

O Ceará é o oitavo estado brasileiro com maior crescimento no número de habilitações na categoria A, destinada a motocicletas. Até maio deste ano, o estado registrou 1.610.944 condutores habilitados, contra 1.064.632 em 2016 — um salto de 51,3%, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), compilados pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares).

O líder do ranking é Alagoas, com crescimento de 86,3%. Apesar da população menor, o estado nordestino soma 394.695 habilitações. Em seguida vêm Amazonas, Bahia e Piauí, todos com taxas de crescimento acima da média nacional, que é de 38,4%.

A expansão do número de motociclistas evidencia a crescente importância das motos como meio de transporte no Brasil. A frota nacional já ultrapassa os 35 milhões de veículos de duas rodas, com crescimento de 42% nos últimos dez anos. A Abraciclo aponta esse cenário como um “momento histórico do setor”, destacando a consolidação da motocicleta como solução de mobilidade, ferramenta de trabalho e geração de renda, especialmente fora dos grandes centros urbanos.

No Ceará, o Governo do Estado ainda conta com o programa CNH Popular, que oferece gratuitamente a primeira habilitação para pessoas de baixa renda, incluindo um capacete. A iniciativa tem contribuído para ampliar o acesso à categoria A.

Contudo, esse crescimento expressivo também lança luz sobre um problema crônico: a precariedade do transporte público. Para muitos brasileiros, a moto surge como única alternativa diante de ônibus lotados, metrôs ineficientes e obras intermináveis. A moto é, ao mesmo tempo, solução e sintoma — reflexo direto de um sistema que não entrega a mobilidade urbana esperada.

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