Segurança

Estelionato supera roubos no Ceará há três anos, impulsionado por golpes virtuais

Os casos de estelionato no Ceará têm superado os de roubos há três anos consecutivos, segundo dados da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). Apenas no primeiro semestre de 2024, foram registrados 34.010 casos de estelionato, com média de 187,90 por dia, enquanto os Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs) somaram 24.433 casos no mesmo período, com média de 134,98 ocorrências diárias.

A delegada Keyla Lacerda, titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF), destaca que a popularização de ferramentas digitais como o Pix, lançadas em 2020, e o isolamento social decorrente da pandemia de Covid-19 contribuíram significativamente para o aumento desses crimes. “O ambiente virtual oferece uma sensação de impunidade, dificultando a rastreabilidade dos golpes”, afirma.

Entre os golpes mais comuns estão as fraudes virtuais, que utilizam técnicas de engenharia social e phishing, além de métodos tradicionais, como o “golpe do baludo”, que simula dinheiro perdido em locais públicos.

Os registros de estelionato no Ceará dispararam 96,07% entre 2019 e 2020, saltando de 26.227 para 51.424 casos. Em junho de 2020, foram 7.522 denúncias, uma média diária recorde de 250,73 casos. Desde então, os números seguem em alta, enquanto os casos de roubos vêm diminuindo.

De janeiro a novembro de 2024, 123 prisões ou apreensões em flagrante por estelionato foram realizadas, um aumento de 10,8% em comparação ao mesmo período de 2023, segundo a SSPDS.

A delegada reforça a importância de as vítimas denunciarem os crimes, seja pela Delegacia Eletrônica (www.delegaciaeletronica.ce.gov.br) ou presencialmente nas delegacias locais. Além disso, é essencial comunicar o golpe às instituições financeiras para tentar minimizar os danos.

As autoridades têm intensificado ações para combater as fraudes, com operações em parceria com órgãos de outros estados. Porém, a necessidade de autorizações judiciais, como quebras de sigilo telemático e bancário, ainda representa um desafio para a celeridade das investigações.

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