Segurança

Caso Nadinny: Mecânico é condenado a 32 anos de prisão por feminicídio contra a ex-companheira em Crateús

Nesta segunda-feira, 22 de julho de 2024, Jaime Rodrigues Teixeira, conhecido como “Manim”, foi levado a júri popular no Fórum Desembargador Avelar Rocha, na Comarca de Quixadá. O mecânico foi condenado a 32 anos de prisão pelo assassinato brutal de sua ex-companheira, Nadinny Antônia Oliveira Honorato, de 25 anos. O crime ocorreu em novembro de 2021, no Bairro Cidade Nova, em Crateús.

No dia 16 de novembro de 2021, por volta das 15h, Nadinny foi morta a facadas no seu local de trabalho, um escritório de contabilidade. Jaime, inconformado com o fim do relacionamento, desferiu cerca de 30 golpes na vítima. O crime chocou a comunidade local pela sua brutalidade; a faca utilizada ficou deformada devido à força empregada nos golpes.

Policiais do Raio chegaram rapidamente ao local e prenderam Jaime em flagrante. O acusado, em estado de agitação, tentou incitar os policiais a atirarem contra ele e ameaçou tirar a própria vida. Ele foi contido e levado para a delegacia, onde permaneceu sonolento e apático durante o interrogatório. Posteriormente, Jaime foi transferido para o Centro de Triagem em Novo Oriente.

O julgamento, inicialmente marcado para 21 de novembro de 2023, foi adiado após o advogado de defesa, Dr. Francisco Carlos de Sousa, solicitar o desaforamento do júri, alegando dúvidas sobre a imparcialidade dos jurados. O pedido foi aceito, e uma nova data foi marcada.

Nesta segunda-feira, o julgamento teve início às 9h e se estendeu até as 17h. Familiares e amigos de Nadinny estiveram presentes no Fórum, acompanhando atentamente o processo. Representando o Ministério Público, estiveram os promotores Dr. Gustavo, da Comarca de Quixadá, e Dr. José Arteiro Soares Goiano, da Comarca de Crateús. A defesa de Jaime foi conduzida pelo advogado Dr. Francisco Carlos de Souza.

Os promotores detalharam o crime, apresentando fotos e outros materiais que evidenciavam a brutalidade do ato. Eles solicitaram todas as qualificadoras possíveis para o crime. A defesa, por sua vez, argumentou que Jaime agiu sob forte emoção e injusta provocação da vítima.

No final do dia, o juiz leu a sentença: Jaime foi condenado a 30 anos de prisão pelo homicídio qualificado (feminicídio) e a 2 anos pela resistência à prisão. A pena totalizou 32 anos. A sentença trouxe alívio aos familiares e amigos de Nadinny, que comemoraram a decisão no tribunal.

O caso de Nadinny Oliveira Honorato destaca a urgência de medidas mais eficazes contra a violência de gênero, trazendo à tona a necessidade de proteção e justiça para as vítimas de feminicídio no Brasil.

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