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Preço do arroz sobe 16,5% em maio no Ceará após enchentes no Sul, indica Ceasa

Desde o início do ano, o preço do arroz tem variado no mercado cearense. Conforme dados da Ceasa, em janeiro, o quilo estava sendo comercializado no atacado a R$ 6,15; em fevereiro, foi a R$ 6,42; em março, a R$ 6,08; em abril, a R$ 5,92; e na primeira quinzena de maio chegou a R$ 6,90.

Já os valores médios dos fardos de arroz com 30 kg, comercializados em pacotes de plástico no atacado, subiram de R$ 184,50, em janeiro, para R$ 207, em maio. Alta de 12,19%. O levantamento considera as seguintes marcas de arroz disponíveis nestes locais: Camil, Alteza, Tio Urbano, Célia, Emoções, Elite, Bom no Prato e Tio João.

As fortes chuvas e enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul – responsável por grande parte da produção de arroz a nível nacional, incluindo grãos comercializados no Ceará – resultaram em perdas de safras, o que levou à variação positiva de preços pelo País. A situação econômica do arroz foi potencializada, ainda, pela redução dos produtos nas prateleiras, já que “o consumidor foi à busca do arroz para estocar”, explicou Odálio.

“O Rio Grande do Sul é responsável por 75% da produção de arroz, chegando até 80% em alguns períodos do ano; (…) chega a abastecer os mercados do Brasil, principalmente do Nordeste. E esse tipo de arroz é o tipo 1 e o tipo 2, mas o tipo 1 é o mais comercializado, tanto o arroz branco como o arroz parboilizado. Na região gaúcha, os principais municípios produtores do grão foram devastados”, detalhou o analista.

A expectativa é que os valores permaneçam em patamares elevados e estáveis, mesmo com perspectivas positivas de importação pelo Governo Federal, que podem baratear os preços, segundo Odálio. “Vai demorar para esse preço chegar no mercado. No momento, não estão sendo muito bem aceitas essas importações pelos nossos grandes produtores de arroz, porque pode haver um desequilíbrio no mercado local”.

Questionado sobre a possibilidade de escassez de arroz no mercado, o especialista da Ceasa esclareceu que não há risco de desabastecimento. “Com essa perda de safra (no Rio Grande do Sul), outras regiões produtoras também não podem suprir todo o mercado do Brasil”, afirmou Odálio. No entanto, “acredito que temos uma boa reserva até que chegue a nova safra de outros Estados produtores”.

O assessor técnico de Agronegócio da Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Ceará (SDE), Sérgio Baima, também não acredita em risco de desabastecimento.

“Estima-se que, da safra total, 80% do arroz já havia sido colhido, mas uma parte que ainda estava na terra ficou debaixo d’água e silos (sistemas de armazenagem) também tiveram impacto com as enchentes. Ainda não se sabe exatamente quanto foi perdido, mas as fábricas e o governo planejam importar arroz. No entanto, o presidente da Farsul – Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul não vê risco de desabastecimento do grão no Brasil pelos próximos 10 meses.”

O departamento municipal de Proteção e Defesa dos Direitos do Consumidor (Procon Fortaleza) esclareceu, também, que os supermercados não podem limitar a quantidade de compras para o arroz ou outros itens e que não há informações oficiais de escassez do produto. “Ao contrário, existe por parte de setores atacadistas e do Governo pronunciamentos de estoque garantido do produto”, afirmou a presidente do órgão, Eneylândia Rabelo.

Eneylândia pontuou que, apesar do órgão não possuir o papel de avaliar aumentos ou reduções de preços, as altas sem justificativas podem ser consideradas como uma prática abusiva e são passíveis de penalidades, com multas de até R$ 17 milhões. Tais questões podem ser denunciadas pelos consumidores para averiguação do órgão.

Como denunciar

Os consumidores podem denunciar possíveis práticas abusivas pelo aplicativo Procon Fortaleza ou pela central de atendimento (no número 151), além do site da Prefeitura de Fortaleza (www.fortaleza.ce.gov.br), na área de defesa do consumidor.

Panorama dos preços do arroz

Preços do quilo do arroz no atacado do Ceará em 2024  (R$/kg)

Janeiro –  R$ 6,15
Fevereiro – R$ 6,42
Março – R$ 6,08
Abril – R$ 5,92
Maio* – R$ 6,90

Preços dos fardos de arroz com 30 kg, comercializados em pacotes de plástico, no atacado do Ceará

Janeiro – R$ 184,50
Fevereiro – R$ 193,56
Março – R$ 182,50
Abril – R$ 177,63
Maio – R$ 207,00

(Com informações do Jornal O POVO)

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