Segurança

Homem acusado de homicídio se entrega à polícia em Crateús

Rafael Alves Feitosa, conhecido como “Rafinha”, morador do Conjunto São José, compareceu à delegacia de Crateús na tarde desta quarta-feira (1º), acompanhado de seu advogado. Ele é acusado de ter cometido um homicídio no último dia 30 de outubro, tendo como vítima Adriano Almeida de Souza.

Segundo o advogado de Rafinha, Dr. Renan Wilker, o acusado tinha a intenção de se apresentar voluntariamente, porém, foi informado pelo delegado Felipe de Freitas que, caso o fizesse, seria preso em flagrante. Mesmo diante dessa ameaça, Rafinha decidiu se apresentar e foi ouvido pelo delegado, recebendo voz de prisão.

Durante seu depoimento, Rafinha negou veementemente a autoria do crime. Ele afirmou nunca ter sido preso, não fazer parte de nenhum grupo criminoso e ter se apresentado espontaneamente. Quando questionado sobre seu relacionamento com Adriano, o acusado relatou que eram quase compadres, pois era padrinho do sobrinho da vítima e morava próximo a ele.

Rafinha alegou que, no momento do crime, não estava em casa, mas sim jogando futebol próximo à sua residência, na Morada dos Ventos. Ele afirmou ter sido informado por um amigo sobre o assassinato de Adriano em frente à sua casa e que suspeitava que estivessem tentando incriminá-lo. Por isso, decidiu se refugiar na casa de um parente.

Quando questionado sobre possíveis atritos com a vítima, Rafinha admitiu que houve um desentendimento anterior, quando Adriano teria pego algumas de suas coisas. No entanto, negou ter tido discussões acaloradas ou agressões físicas com ele. O acusado também mencionou que, dois dias antes do crime, Adriano havia pedido dinheiro emprestado para ajudar seu filho, e ele teria emprestado cerca de 600 reais.

Sobre as drogas e apetrechos encontrados em sua casa, bem como o celular, Rafinha afirmou que eram de sua propriedade, pois ele é usuário de crack e cocaína. Ele negou veementemente que sua residência funcionasse como uma boca de fumo e que não possuía arma de fogo. O acusado cooperou com as autoridades, fornecendo a senha de seu celular.

Rafinha foi autuado em flagrante por homicídio e será encaminhado ao Centro de Triagem de Novo Oriente, onde ficará à disposição da justiça. No dia do crime, a polícia militar recebeu informações de que na residência de Rafinha funcionava uma boca de fumo e que Adriano teria ido ao local em busca de entorpecentes, mesmo estando proibido de se aproximar daquela área.

Espera-se que as investigações esclareçam os fatos e que a justiça seja feita.

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