
A Caixa Econômica Federal decidiu suspender definitivamente a concessão de empréstimos consignados do Auxílio Brasil — programa de distribuição de renda do governo federal que voltou a se chamar Bolsa Família. Segundo o banco — que operava a maior parte dos contratos dessa modalidade com desconto em folha —, a linha de crédito deixará o portfólio após a realização de “estudos técnicos”.
A modalidade de crédito estava suspensa na Caixa desde o dia 12 de janeiro. Na época, o banco justificou que o Ministério do Desenvolvimento Social revisaria o cadastro dos beneficiários do Auxílio Brasil, o que exigiria a suspensão temporária de novos contratos. A instituição alegou ainda que os juros da modalidade eram altos, nas palavras da presidente do banco, Rita Serrano.
No último dia 10, o governo federal mudou as regras de concessão da linha de crédito dentro do Auxílio Brasil, derrubando de 40% para 5% a margem consignável do benefício (parte da renda mensal que pode ser comprometida com o pagamento da parcela do empréstimo).
Também reduziu de 24 para seis o número máximo de parcelas para o pagamento da dívida. Além disso, a taxa máxima de juros caiu de 3,5% para 2,5% ao mês.
Para os contratos já realizados, no entanto, nada vai mudar.
“O pagamento das prestações continua sendo realizado de forma automática, por meio do desconto no benefício, diretamente pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS)”, informou a Caixa, em nota.





