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Ceará confirma primeiro caso de varíola dos macacos

O Ceará confirmou nesta quarta-feira (29), o primeiro caso de varíola dos macacos (monkeypox). A pessoa que foi diagnosticado com o vírus é um paciente tem 35 anos, reside na Capital cearense e tem histórico de deslocamento recente para São Paulo e Rio de Janeiro, conforme a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa). Ao todo, o Estado já teve 14 notificações da doença, sendo que dois casos foram descartados e outros 11 seguem em investigação. 

Os casos descartados laboratorialmente foram dos municípios de Fortaleza (1) e Maracanaú (1). Quanto aos demais, os pacientes suspeitos são residentes dos municípios de Fortaleza (5), Cedro (1), Caucaia (1), Caridade (1), Russas (1), São Gonçalo do Amarante (1) e Ocara (1).

“Em todas as notificações foram aplicadas as medidas recomendadas, como isolamento, busca ativa de contatos e coleta de material para exames laboratoriais para elucidação do caso e para diagnóstico diferencial para outras doenças, que estão em processamento”, diz a Sesa.

O que sabemos sobre a doença

Como é transmitida?

– Principalmente por meio de grandes gotículas respiratórias. Como as gotículas não podem viajar muito, é necessário um contato pessoal prolongado;
– Fluidos corporais, contato com alguma lesão ou contato indireto com o material da lesão;
– Por meio da mordida de animais que carregam o vírus ou consumo destes.
 
Como se prevenir?

– Evitando contato com pessoas com caso suspeito e objetos que essas pessoas tenha usado, bem como com animais que possam estar doentes;- Uso de máscara de proteção e o distanciamento.
 
Quais os principais sintomas?

– A doença tem período de incubação pode variar de 5 a 21 dias;
– O estágio febril da doença geralmente dura de 1 a 3 dias (febre, dor de cabeça intensa, inchaço dos gânglios linfáticos, dor nas costas, dor muscular e falta de energia);
– O estágio de erupção cutânea, com duração de 2 a 4 semanas (lesões evoluem de máculas — lesões com base plana — para pápulas — lesões dolorosas firmes elevadas).

Qual a gravidade da varíola dos macacos?

– Além de transmissão menor, a letalidade da varíola dos macacos também é bem menor em comparação à varíola humana. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a taxa de mortalidade da doença surgida mais recentemente é de 3% a 6%. A mortalidade da varíola humana chegava a 30%, conforme o órgão.

– Em geral, os pacientes tomam remédios apenas para tratar os sintomas como dor de cabeça e febre. Casos mais graves podem ocorrer em gestantes, idosos, crianças e pessoas que têm doenças que diminuem a imunidade.

Existem vacinas disponíveis que protegem contra a doença?

– As vacinas contra varíola comum (humana) protegem também contra a varíola dos macacos. Com a erradicação da doença no mundo, em 1980, a vacina deixou de ser aplicada. Pessoas que foram vacinadas há mais de 40 anos contra a varíola humana ainda podem ter alguma proteção;

– Ainda não há recomendação para a vacinação em massa. E não há vacinas disponíveis no mercado neste momento. Se houver surto ou grande frequência de casos, pode ser necessário acionar a indústria para essa produção.

(Com O POVO)

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