Pelo menos 32 municípios cearenses adotaram medidas mais restritivas de isolamento social. A maioria deles está na região do Cariri, que alcança uma taxa de ocupação de seus leitos de UTI de 89,02%. Se destacarmos apenas as vagas de UTI adulto, a situação é ainda mais preocupante no Sul do Estado, alcançando 98,55%.
Maior município do interior, Juazeiro do Norte alterou, a partir desta sexta-feira (04), o horário de funcionamento de estabelecimentos comerciais, serviços públicos e instituições religiosas. A partir desta sexta-feira (4), apenas atividades essenciais – supermercados e farmácias, por exemplo –, poderão funcionar nos finais de semana. Feiras livres estão proibidas também durante a semana.
De acordo com um levantamento da Secretaria de Saúde do Estado do Ceará (Sesa), até a última quarta-feira (02), 14 municípios da macrorregião de Saúde do Cariri estavam em lockdown. Na região Norte, quatro cidades também se mantém de lockdown; cinco estão em isolamento social rígido e Novo Oriente mantém flexibilização na semana e fecha o comércio aos sábados e domingos.
Nas regiões do Litoral Leste/Jaguaribe e Sertão Central, dois municípios, cada, estão em isolamento social rígido. A macrorregião de Saúde de Fortaleza é a única que não tem registro.
Já o Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE), até a última terça-feira, contabiliza a recomendação de adoção de medidas mais restritivas de isolamento a 24 municípios. Destes, seis acataram as recomendações. Soma-se a eles, Juazeiro do Norte, que publicou seu decreto municipal ontem e entrou em vigor a partir desta sexta-feira.
No entanto, o número pode ser maior, já que alguns promotores não comunicam, de imediato, ao Centro de Apoio Operacional da Saúde (Caosaúde) quando as Prefeituras acatam ou não as recomendações.
O promotor de Justiça Eneas Romero de Vasconcelos, coordenador do Caosaúde, reforça que cada promotor tem autonomia de recomendar as medidas mais restritivas, mas reforça que isso é feito a partir da análise de dados e diálogo com as prefeituras.
“Tem que ser feito análise de caso a caso para ver os índices de infecção, assistências hospitalar. A maioria, em regra, tem acatado. Não fizemos nenhuma judicialização ainda, até porque isso é orientado a partir dos dados da Sesa”, explica, imaginando que o número de municípios deve subir nos próximos dias.
(Diário do Nordeste)





