O tema da redação do Exame Nacional do Ensino médio (ENEM), deste ano, pode ter pego muita gente de surpresa, porém, chama mais uma vez atenção para dados alarmantes e crescentes dos casos de violência contra as mulheres em todo o Brasil.
Mesmo após a aprovação da Lei Maria da Penha, que leva o nome de uma farmacêutica cearense que foi por muitos anos vitima do seu companheiro e de suas agressões, os casos de violência contra a mulher são crescentes.
Um levantamento da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, referente ao ano de 2014, mostra que 43% das mulheres em situação de violência sofrem agressões todos os dias, 35% desse levantamento mostram que 35% são agredidas semanalmente. Os dados mostram, que 23,51% dos casos acontecem desde o início do relacionamento.
Desde quando aprovada, a leia Maria da Penha conseguiu diminuir em cerca de 10% a taxa de homicídios contra mulheres praticados dentro das residências das vítimas. Mas mesmo assim, muito ainda precisa ser feito, principalmente em relação a denúncia, já que uma grande parte das mulheres vitimas de violência, não denunciam seus companheiros por medo o que possa acontecer.
Os dados de 2014 mostram que 52.957 denúncias de violência contra a mulher foram realizadas ano passado, 27.369 corresponderam a denúncias de violência física (51,68%), 16.846 de violência psicológica (31,81%), 5.126 de violência moral (9,68%), 1.028 de violência patrimonial (1,94%), 1.517 de violência sexual (2,86%), 931 de cárcere privado (1,76%) e 140 envolvendo tráfico (0,26%).
Um levantamento realizado pelo blog mostra que na última semana aqui na região dos Sertões de Crateús, a polícia militar atendeu 06 casos de violência doméstica, todas de homens que agrediram suas companheiras por motivos banais ou sem motivo aparente. Porém, muitos casos acabam ainda ocultos por conta do medo que as mulheres tem de denuncia.
Um outro fator que constatamos com base em casos que já acompanhamos e que são registrados aqui mesmo em Tamboril, é que a questão da dependência financeira fala mais alto quando da representação criminal que as mulheres devem realizar após a prisão do agressor, em sua maioria elas retiram a queixa no dia seguinte, por não ter condição de prover seu sustento e dos filhos, já presenciam diversos casos na Delegacia de Tamboril, casos que são registrados com frequência e que engessam a lei e torna o agressor impune por não haver representação.
(Redação do Blog)






