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Instituto do dj Alok lança projeto de ecoturismo em Crateús e Buriti dos Montes

Uma iniciativa voltada à conservação ambiental e ao desenvolvimento sustentável começa a ganhar forma no semiárido brasileiro. A Associação Caatinga e o Instituto Alok lançaram o projeto “Ecoturismo e Desenvolvimento na Caatinga”, que será executado ao longo de 25 meses nos municípios de Crateús e Buriti dos Montes.

A ação ocorre no entorno da Reserva Natural Serra das Almas, área de 6.285 hectares protegida desde 2000. O projeto integra o Programa Planeta Verde, com apoio do Fundo Comunitário da Airbnb, e deve beneficiar diretamente cerca de 380 pessoas, por meio de atividades que unem ecoturismo, educação ambiental, valorização cultural e geração de renda.

Entre as principais ações previstas está a criação de infraestrutura para visitação, como a construção de um mirante em uma das trilhas da reserva, além da implantação de um roteiro ecoturístico que conecte atrativos naturais, culturais e comunitários da região.

A proposta também aposta na educação ambiental como ferramenta de transformação social. Estão programadas visitas guiadas, atividades educativas e campanhas de conscientização, incluindo iniciativas contra a caça ilegal. Outro eixo importante envolve a capacitação de moradores, com oficinas de artesanato e produção de biojoias, incentivando o protagonismo de mulheres e jovens e fortalecendo a economia local.

Para ampliar o alcance, o projeto prevê ainda ações de comunicação e campanhas de valorização da Caatinga, estimulando o engajamento da sociedade na preservação do bioma.

De acordo com Devam Bhaskar, diretor do Instituto Alok, o turismo ecológico comunitário tem potencial para gerar renda e consciência ambiental. Já Daniel Fernandes, diretor executivo da Associação Caatinga, destaca que a iniciativa marca a chegada do instituto ao bioma e reforça a possibilidade de desenvolvimento aliado à preservação.

 

Alinhado à Agenda 2030 da ONU, o projeto contribui para metas como educação de qualidade, igualdade de gênero, crescimento econômico e proteção da vida terrestre, consolidando-se como uma estratégia integrada de sustentabilidade no semiárido.

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