
Nesta quarta-feira (29), duas conselheiras tutelares do município de Poranga foram vítimas de ameaças durante uma visita técnica de rotina na localidade de Buriti dos Carreiros. O fato ocorreu por volta das 14h33 e envolveu as conselheiras Ana Karoline Duque Chaves Marinho, residente na Rua Boa Esperança, e Maria Clara Marinho de Sousa, que mora na Rua Coronel Malaquias, no Centro de Poranga.
De acordo com as conselheiras, elas estavam realizando uma visita na casa de Ana Paula Oliveira Ferreira, tia das crianças que estão sob acompanhamento do Conselho Tutelar. O monitoramento foi iniciado após denúncias de que a mãe das crianças estaria ameaçando ceifar a vida dos menores. Durante a visita, também estava presente o avô materno das crianças, Manuel Rodrigues Ferreira.
Esta não foi a primeira vez que as conselheiras estiveram na residência, mas foi a primeira ocasião em que Maria de Fátima Oliveira Lima, conhecida como “Bola de Fogo”, apareceu de forma inesperada e começou a ameaçar todos os presentes. Maria de Fátima estava portando uma barra de ferro e agiu de maneira extremamente agressiva, tentando lesionar as conselheiras e outros presentes no local. Em um dos momentos de tensão, ela quebrou uma garrafa que pertencia a uma das conselheiras e ateou fogo em peças de roupa no terreiro da casa ao lado.
Além dos atos de violência, Maria de Fátima fez ameaças contra a vida e a integridade física das conselheiras. Segundo informações da família, ela é usuária de drogas e alcoólatra, além de apresentar comportamento disfuncional, mas não possui acompanhamento médico ou laudo que comprove sua condição psicológica.
As conselheiras acionaram a Polícia Militar, mas, ao chegar ao local, os policiais constataram que Maria de Fátima já havia fugido. Ela teria percebido que as conselheiras estavam solicitando ajuda das autoridades. Ninguém ficou ferido fisicamente, mas as crianças presentes no local ficaram agitadas e nervosas com a situação.
As conselheiras manifestaram a intenção de representar legalmente contra Maria de Fátima Oliveira Lima, que não tem residência fixa e vive em casas de conhecidos e bares da cidade, após ser expulsa pela família devido a constantes conflitos.
Após o ocorrido, as vítimas compareceram à Delegacia Regional de Polícia Civil de Crateús e registraram um boletim de ocorrência. O caso segue sob investigação, e as conselheiras aguardam medidas cabíveis para garantir sua segurança e a das crianças envolvidas.





