Segurança

Universitária de Independência sofre emboscada e agressões motivadas por ciúmes

Um episódio de violência contra uma jovem estudante foi registrado em Independência, no interior do Ceará. Milary Luzia Alves de Araújo, 22 anos, foi alvo de um ataque realizado por duas mulheres ao retornar de uma viagem à faculdade na cidade de Crateús. O crime ocorreu na noite de terça-feira (18), por volta das 22h, e envolveu agressões físicas com coronhadas, lesões corporais graves e até mesmo o corte forçado de seus cabelos.

Segundo relatos da vítima, as suspeitas já estavam à sua espera quando ela desceu do ônibus. Identificadas como Maria Graziele Rodrigues de Macedo, 23 anos, e Maria Achaylane (atualmente foragida), as agressoras iniciaram uma sequência de ataques contra a estudante. Durante o espancamento, elas utilizaram uma arma de fogo para dar uma coronhada na cabeça de Milary e também cortaram seu cabelo com uma tesoura. Toda a cena foi filmada pelas próprias criminosas.

A motivação do crime seria uma troca de mensagens entre Milary e um ex-namorado de Maria Achaylane. A disputa amorosa resultou nas agressões de forma premeditado e extremamente violento.

Devido à gravidade das agressões, Milary precisou ser hospitalizada e só recebeu alta às 15h desta quarta-feira (19). Além da coronhada na cabeça, ela apresentava diversas lesões pelo corpo e sofreu danos emocionais significativos após o ocorrido.

A Polícia Militar, liderada pelo sargento Cleidiano, realizou diligências imediatas e conseguiu localizar Maria Graziele no bairro Mutirão, em Independência. Durante as buscas, os policiais apreenderam uma tesoura que pode ter sido usada para cortar o cabelo da vítima. No entanto, a suposta arma de fogo mencionada pela jovem não foi encontrada.

Já Maria Achaylane segue foragida, e a polícia pede informações à população para localizá-la. Quem souber de seu paradeiro deve entrar em contato com as autoridades.

Maria Graziele foi conduzida à delegacia de Polícia Civil de Crateús, onde foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por lesão corporal, ameaça e outros delitos relacionados ao caso. Ela foi liberada após o procedimento, mas deverá responder judicialmente pelos crimes cometidos.

A liberação gerou questionamentos nas redes sociais e entre moradores de Independência que cobram medidas mais rigorosas contra agressores.

Em depoimento, Milary afirmou que pretende buscar medidas protetivas contra suas agressoras e alertou outras mulheres sobre a importância de denunciar casos de violência. “Isso não pode ser normalizado. É preciso coragem para denunciar e enfrentar essas situações”, disse.

O caso repercutiu amplamente nas redes sociais, com manifestações de apoio à vítima e pedidos de justiça. 

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